O Active Valve Control System, abreviado para AVCS, é a designação comercial que a Subaru atribui à sua tecnologia de distribuição variável. Os motores de combustão interna respiram através de válvulas que abrem e fecham comandadas por uma árvore de cames em rotação, e os instantes precisos em que essas válvulas abrem relativamente à posição do pistão determinam até que ponto o motor enche e esvazia bem os cilindros. Com uma distribuição fixa, o engenheiro vê-se obrigado a escolher um único compromisso que funciona de forma aceitável em toda a faixa de rotações, mas que não é ideal em parte nenhuma. O AVCS surge para eliminar esse compromisso, alterando continuamente a sincronização das válvulas conforme o regime e a carga do motor, fazendo com que um só motor se comporte como se estivesse afinado de várias maneiras ao mesmo tempo.
Do ponto de vista mecânico, o AVCS atua rodando a árvore de cames alguns graus relativamente à corrente ou à correia de distribuição que a aciona. Um atuador de palhetas, montado na extremidade da árvore de cames e alimentado por óleo do motor sob pressão, avança ou atrasa a came às ordens da unidade de comando do motor. A centralina lê parâmetros como a posição da cambota e da árvore de cames, a abertura do acelerador e a rotação do motor, e depois doseia o óleo para um dos lados das palhetas do atuador através de uma válvula de controlo de óleo comandada por solenoide. Nos motores boxer de cilindros horizontalmente opostos da Subaru, o AVCS pode atuar apenas sobre as árvores de cames de admissão ou, na variante dupla, sobre as de admissão e de escape, dando controlo sobre o cruzamento de válvulas além dos pontos de abertura.
Os benefícios fazem-se sentir em toda a janela de funcionamento. A baixas rotações, o sistema pode reduzir o cruzamento de válvulas para um ralenti estável e um binário forte e imediato; a regimes mais altos, avança a sincronização para manter os cilindros a encher com eficiência e obter a potência máxima. Um cruzamento melhor controlado permite ainda reter gás de escape no cilindro quando convém, uma forma interna de recirculação dos gases de escape que baixa as temperaturas de combustão e refreia os óxidos de azoto, ao passo que uma combustão mais completa reduz os hidrocarbonetos não queimados. O resultado é um binário mais amplo e plano, melhor consumo e emissões mais baixas, sem sacrificar o desempenho nos regimes elevados.
O AVCS é o equivalente da Subaru a toda uma família de sistemas de outros construtores: o VVT-i da Toyota, o VTEC da Honda, o VANOS da BMW e o termo genérico da indústria, distribuição variável. O princípio subjacente é comum, embora as concretizações difiram quanto a variarem apenas a sincronização, o curso das válvulas ou ambos. A Subaru introduziu o AVCS no final da década de 1990 e foi alargando-o progressivamente do controlo só na admissão à atuação nas duas árvores de cames, à medida que cresciam as exigências de emissões e eficiência.
Em utilização, a fiabilidade do AVCS depende fortemente de óleo limpo ao nível correto, porque os atuadores e os solenoides dependem da pressão do óleo e de condutas desobstruídas. Lamas, uma mudança de óleo em atraso ou uma válvula de controlo de óleo em falha podem provocar um ralenti irregular, a luz de avaria do motor ou um ruído seco no arranque, vindo de um atuador esvaziado. O sistema é um aperfeiçoamento da distribuição base, e não um substituto dela, trabalhando em conjunto com a árvore de cames, a transmissão da distribuição e a gestão do motor para entregar os seus resultados.
- Sistema de distribuição variável da Subaru (uma característica do motor)
- Ajusta a sincronização das árvores de cames em toda a faixa de rotações
- Melhora binário, potência, consumo e emissões
- Equivalente da Subaru ao VVT-i, VTEC e VANOS