Os faróis bi-xénon são um tipo de farol de descarga de alta intensidade que utiliza uma única lâmpada de descarga de gás xénon para produzir tanto a luz dos médios como a luz dos máximos. Foram desenvolvidos para proporcionar uma iluminação substancialmente mais brilhante e mais branca do que as lâmpadas de halogéneo de tungsténio que vieram substituir, melhorando a capacidade do condutor de ver durante a noite e de identificar a estrada, os sinais e os perigos a maiores distâncias. A temperatura de cor da luz de xénon, normalmente situada entre cerca de 4000 e 4500 kelvin, está muito mais próxima da luz do dia do que o brilho amarelado do halogéneo, o que reduz o cansaço visual e melhora o contraste.
Ao contrário de uma lâmpada de halogéneo convencional, que aquece um filamento até este brilhar, uma lâmpada de xénon gera luz ao criar um arco elétrico entre dois elétrodos no interior de uma cápsula de quartzo selada e preenchida com gás xénon e sais de halogenetos metálicos. Tal exige um impulso de ignição de alta tensão de cerca de 20 000 volts para iniciar o arco e um balastro para regular a corrente uma vez a lâmpada em funcionamento. O termo bi-xénon refere-se ao modo como uma única lâmpada deste tipo serve ambas as funções de iluminação: uma pequena palheta acionada eletromagneticamente ou um elemento refletor móvel muda de posição para alternar entre os feixes dos médios e dos máximos, em vez de recorrer a duas lâmpadas separadas.
Para o condutor, as vantagens são uma distribuição de luz mais larga, mais longa e mais uniforme, melhor iluminação periférica e uma reprodução mais natural das cores durante a noite. Como as lâmpadas de xénon são muito brilhantes e podem encandear o trânsito em sentido contrário, os veículos que as equipam são geralmente obrigados a dispor de nivelamento automático para manter o feixe corretamente apontado independentemente da carga, bem como de lava-faróis para manter as lentes limpas e evitar o encandeamento por dispersão de luz.
A tecnologia bi-xénon representou um passo importante entre a iluminação simples de halogéneo e os sistemas de estado sólido atuais. Está estreitamente associada à iluminação frontal adaptativa, em que o projetor de xénon roda com a direção para iluminar o interior das curvas. Com o tempo, porém, foi em grande medida ultrapassada pelas unidades de díodos emissores de luz, que acendem instantaneamente, duram toda a vida do veículo, consomem menos energia e permitem matrizes de LED sofisticadas, capazes de moldar e ocultar o feixe dos máximos píxel a píxel.
Algumas considerações práticas mantêm-se relevantes para os proprietários de carros ainda equipados com estas unidades. As lâmpadas de xénon perdem intensidade e alteram a cor à medida que envelhecem, devendo idealmente ser substituídas aos pares, ao passo que os balastros e os ignitores são componentes comparativamente dispendiosos e suscetíveis de avaria. Adaptar lâmpadas de xénon a refletores concebidos para halogéneo é ilegal em muitas jurisdições e perigoso, pois produz encandeamento descontrolado. Já os faróis bi-xénon devidamente concebidos proporcionaram uma melhoria genuína e duradoura na segurança noturna face à iluminação de halogéneo que os antecedeu.
- Usam uma lâmpada de xénon (HID) para uma luz brilhante e branca
- "Bi" significa que uma só lâmpada faz médios e máximos
- Muito melhor visibilidade noturna do que o halogéneo
- Largamente ultrapassados pelas unidades de LED e de matriz de LED