O pilar C é um dos apoios verticais, ou quase verticais, do tejadilho da carroçaria de um automóvel, concretamente o terceiro desses pilares a contar da frente do veículo. Os automóveis identificam os pilares do tejadilho com letras: os pilares A enquadram o para-brisas de cada lado, os pilares B situam-se entre as portas da frente e de trás e os pilares C ficam atrás dos vidros laterais traseiros, a enquadrar a traseira do habitáculo. Numa berlina convencional, o pilar C é o apoio mais recuado do tejadilho, descendo deste até à carroçaria sensivelmente ao nível da cava da roda traseira.
Do ponto de vista estrutural, os pilares C fazem parte da superestrutura do automóvel, ajudando a suportar o peso do tejadilho e a ligar o painel do tejadilho à traseira da carroçaria. O seu papel mais crítico em termos de segurança, contudo, manifesta-se num capotamento. Em conjunto com os restantes pilares, formam a estrutura de proteção em torno dos ocupantes e têm de resistir às cargas de esmagamento impostas quando um veículo fica com as rodas para cima. As exigências dos ensaios de colisão e da regulamentação quanto à resistência do tejadilho fazem com que os pilares C modernos sejam concebidos para suportar forças várias vezes superiores ao peso do próprio veículo sem colapsar sobre o espaço de sobrevivência, sendo frequentemente fabricados em aço de alta ou de altíssima resistência para o conseguir mantendo o peso reduzido.
O pilar C é também um dos elementos mais expressivos do estilo de um automóvel, e os designers dedicam considerável esforço à sua forma e ângulo. Um pilar C esguio e fortemente inclinado confere uma silhueta elegante, do tipo fastback ou coupé, ao passo que um pilar largo e direito transmite solidez e espaço. Os tratamentos distintivos — um pilar escurecido que cria um efeito de tejadilho flutuante, uma linha de cintura ascendente ou uma quebra característica no vidro — são muitas vezes usados para dar a um modelo um carácter reconhecível. O desenho do pilar equilibra, assim, aparência, aerodinâmica, estrutura e dimensão dos vidros traseiros.
A visibilidade é o principal compromisso. Como os pilares C se situam no campo de visão traseiro do condutor, um pilar C espesso ou muito inclinado pode criar um ângulo morto considerável por cima do ombro do condutor, dificultando a deteção de veículos, ciclistas ou peões ao mudar de via ou ao fazer marcha-atrás. Os desenhos elegantes que afunilam o vidro traseiro e engrossam o pilar tendem a agravar esta situação, sendo essa uma das razões pelas quais a monitorização do ângulo morto, os espelhos exteriores maiores e as câmaras de marcha-atrás se tornaram comuns: compensam a visão traseira que um estilo arrojado do pilar C pode sacrificar.
A forma exata do pilar depende do tipo de carroçaria e compreende-se melhor em conjunto com os restantes apoios do tejadilho e a estrutura global do automóvel. As carrinhas, os SUV e os monovolumes acrescentam um pilar adicional atrás do pilar C — o pilar D — pelo que o pilar C deixa de ser o último, enquanto muitos hatchbacks combinam as posições C e D. Numa carroçaria monobloco ou autoportante moderna, os pilares C são soldados de forma integral à estrutura, em vez de aparafusados a um chassis separado, trabalhando com as soleiras, as longarinas do tejadilho e as zonas de deformação programada como parte de uma única estrutura resistente que gere tanto as cargas do dia a dia como a energia da colisão.
- Os pilares de tejadilho atrás dos vidros laterais traseiros
- O terceiro pilar identificado por letra (depois do A e do B)
- Suportam o tejadilho e contribuem para a resistência ao capotamento
- Elemento de estilo essencial; pilares espessos podem prejudicar a visibilidade