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Motor e emissões

Desativação de Cilindros

A desativação de cilindros desliga parte dos cilindros do motor em carga reduzida para poupar combustível, reativando-os quando é exigida mais potência.

Categoria
Motor e emissões
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Definição

A desativação de cilindros é uma tecnologia de poupança de combustível que encerra temporariamente parte do motor quando não é necessária a potência total, voltando a dar vida aos cilindros adormecidos no instante em que o condutor pede aceleração. O objetivo é ultrapassar o velho compromisso entre dispor de cilindros suficientes para um desempenho vigoroso e a sede que esses cilindros provocam quando mal são precisos, como na condução tranquila a velocidade de cruzeiro. É por vezes comercializada sob designações como Active Fuel Management, Multi-Displacement System ou Active Cylinder Technology.

A ineficiência que combate é a perda por bombagem do motor a gasolina estrangulado pela borboleta. Em carga reduzida, a borboleta está quase fechada e cada cilindro tem de fazer esforço para aspirar ar através dessa restrição, desperdiçando energia em cada tempo de admissão. Ao desligar, por exemplo, quatro cilindros de um V8, os quatro restantes têm de trabalhar mais para produzir a mesma potência, o que faz abrir mais a borboleta e reduz as suas perdas por bombagem. Cada cilindro em funcionamento opera então mais perto da sua zona eficiente, e o consumo global pode descer vários por cento em condução real.

Do ponto de vista mecânico, a desativação consegue-se cortando simultaneamente a injeção de combustível e o acionamento das válvulas nos cilindros escolhidos. A unidade de comando do motor corta os injetores e, sobretudo, colapsa tuchos hidráulicos especiais ou balanceiros comutáveis, de modo que as válvulas de admissão e de escape permaneçam fechadas. Com as válvulas fechadas, o ar aprisionado funciona como uma mola pneumática, absorvendo energia na compressão e devolvendo a maior parte na expansão, pelo que o cilindro desativado avança sem grande perda em vez de bombear ar. A transição é gerida em algumas dezenas de milissegundos e temporizada para pontos precisos do ciclo, de modo que o condutor nada sente além de uma mudança imperceptível.

A ideia não é nova; tentativas precoces, como o Cadillac V8-6-4 do início da década de 1980, foram minadas pela lentidão da eletrónica da época e ganharam má fama. A gestão moderna do motor e os solenoides de ação rápida tornaram-na fiável e refinada, e surge agora em todo o espectro, desde grandes V8 americanos que rodam com quatro cilindros até compactos motores a gasolina turbo de quatro cilindros que descem a dois em carga reduzida, e até em esquemas "rotativos" que alternam quais os cilindros em repouso para uniformizar o desgaste e o calor.

Os principais desafios de engenharia são a vibração e o conforto, já que rodar com menos cilindros pode introduzir intervalos de explosão mais bruscos e ressonâncias; os fabricantes contrariam-nos com apoios de motor ativos, medidas de equilíbrio e cancelamento de ruído através do sistema áudio. Existem também preocupações quanto a cargas térmicas desiguais e ao controlo do óleo nos cilindros em repouso. A tecnologia funciona a par de outras medidas de economia, como o sistema Start-Stop, e concorre conceptualmente com a simples adoção de um motor turbo de menor cilindrada que, por conceção, alcança economia semelhante.

Pontos-chave
  • Desliga alguns cilindros em carga reduzida para poupar combustível
  • Os cilindros ativos passam a funcionar mais eficientemente em carga mais alta
  • Comuta sem solavancos em milissegundos quando é precisa potência
  • Usada desde grandes V8 até pequenos quatro cilindros turbo
Também conhecido como
active cylinder managementdisplacement on demand