Os bancos para crianças integrados são almofadas elevatórias ou cadeiras completas construídas diretamente no próprio banco traseiro do veículo, concebidas para se desdobrarem ou elevarem a partir da estrutura do assento quando um passageiro de pouca idade delas necessita, recolhendo-se de forma rente quando viajam adultos. A sua existência resolve um problema prático recorrente: os cintos de segurança convencionais para adultos têm uma geometria adequada a pessoas com cerca de 1,5 metros de altura ou mais, pelo que uma criança mais pequena fica demasiado baixa para que a banda subabdominal e a banda diagonal cruzem as zonas resistentes do corpo. Em vez de depender de um acessório à parte que tem de ser comprado, transportado e corretamente instalado, o fabricante integra a elevação no próprio automóvel.
Do ponto de vista mecânico, um assento elevatório integrado consiste normalmente numa almofada articulada ou telescópica oculta sob o estofo. Ao acionar uma alavanca ou uma alça de libertação, a almofada sobe e fixa-se na posição, elevando a criança em cerca de 70 a 110 milímetros. Esta elevação reposiciona a banda subabdominal sobre a bacia, e não sobre o abdómen mole, e faz com que a banda diagonal passe pela clavícula em vez do pescoço, restituindo a geometria para a qual o cinto de três pontos foi concebido. Algumas concretizações de gama alta acrescentam apoios laterais ou um pequeno encosto, enquanto as versões mais simples oferecem apenas a elevação do assento.
A principal vantagem para as famílias é a comodidade aliada a um ajuste correto garantido. Por o banco fazer parte do automóvel, não há risco de o esquecer em casa, nem um acessório solto a chocalhar na mala, nem o tipo de erro de instalação que compromete as cadeiras adquiridas à parte. A fixação é, por natureza, sólida, porque a almofada é parte integrante da estrutura do banco testada em colisão, e o sistema incentiva as crianças mais velhas a continuarem a usar um elevatório numa idade em que muitas o abandonariam.
Os bancos integrados têm uma longa tradição: a Volvo foi pioneira nos elevatórios embutidos no final da década de 1980 e a solução tornou-se uma imagem de marca reconhecível das carrinhas e monovolumes orientados para a família. Devem entender-se como complemento, e não substituto, do conjunto mais vasto de sistemas de retenção para crianças. Adequam-se a crianças mais velhas, sensivelmente na faixa dos 15 aos 36 quilogramas, que já ultrapassaram a cadeira com arnês mas continuam a necessitar de reposicionamento do cinto.
A sua principal limitação reside em não serem adequados a bebés e a crianças muito pequenas, que exigem uma cadeira virada para a retaguarda ou com arnês, como uma cadeira-ovo; um elevatório integrado não dispõe de arnês nem de orientação para a retaguarda. A disponibilidade é igualmente irregular, estando confinada em grande medida a determinados modelos de carrinha e de monovolume. No uso diário, relacionam-se estreitamente com o ISOFIX e o sistema norte-americano LATCH, que normalizam a fixação rígida de cadeiras separadas, e com o fecho de segurança para crianças nas portas traseiras, que impede os ocupantes mais novos de abrirem as portas pelo interior.
- Assentos elevatórios ou cadeiras embutidos nos bancos traseiros do automóvel
- Desdobram-se para elevar uma criança mais velha e garantir o ajuste correto do cinto
- Cómodos, com fixação segura garantida
- Destinam-se a crianças mais velhas, não a bebés (que precisam de cadeira-ovo)