De 1980 a 2026 — cada ano-modelo do catálogo europeu tem a sua própria página. O que foi lançado. O que dominou. Como mudou o mix de carroçaria (sedã → SUV), como oscilou o mix de combustível (gasolina → diesel → volta à gasolina → elétrico) e que carros definiram a era. 101.518 variantes indexadas ao longo de todo o período.
Antes de os catalisadores serem obrigatórios. Antes de a injeção eletrónica se tornar universal. Os anos 80 pertencem à cunha, à berlina de três volumes, ao para-choques de aço. O Audi 100 bate o recorde aerodinâmico com um Cx de 0,30 em 1982; quase mais ninguém ligava ao assunto. O hot hatch chega (Golf GTI, Peugeot 205 GTI, Renault 5 Turbo), e com ele o turbodiesel europeu.
A Audi lança o C3 com um Cx de 0,30 — recorde para um carro de série.
A obrigatoriedade europeia dos catalisadores começa a entrar em vigor.
ABS, airbags, barras de proteção lateral, zonas de deformação — o que em 1989 era opção de luxo passa a equipamento de série em 1999. As formas aerodinâmicas substituem a cunha: Ford Sierra, Opel Calibra, Honda NSX. A primeira geração de diesel common-rail chega em 1997 (Alfa 156 JTD), redesenhando o mapa dos combustíveis europeus para os vinte anos seguintes.
O Audi 100 C4 chega ao mercado; a Lexus estreia-se mundialmente com o LS400.
A UE elimina a gasolina com chumbo. O Renault Scenic inventa o monovolume compacto.
O Toyota Prius é lançado no Japão; diesel common-rail no Alfa 156.
O BMW X5 redefine a categoria dos SUV de luxo.
O crossover SUV chega em volume — Toyota RAV4, Honda CR-V, Nissan X-Trail — e depois ao luxo, com o BMW X5 e o Porsche Cayenne a legitimarem esta carroçaria em mercados que antes a recusavam. O diesel common-rail atinge cerca de 55% das vendas de carros novos na UE em 2009. O híbrido conquista o grande público com o Prius Mk2.
O Toyota Prius Mk2 leva o híbrido ao grande público.
Adotado o regulamento europeu de CO₂ para carros novos — aplicação a partir de 2012.
O stop-start torna-se equipamento de série. Os três cilindros turbo substituem os quatro cilindros atmosféricos no segmento dos citadinos (Ford Fiesta 1.0 EcoBoost, BMW 1.5 B38). A Tesla lança o Model S em 2012 e o Model 3 em 2017 — em 2019, todos os grandes construtores já tinham anunciado o fim da combustão até 2030. O escândalo Dieselgate rebenta em 2015.
O Tesla Model S estreia-se na América do Norte.
Rebenta o Dieselgate. Os ensaios de emissões da UE são revistos a fundo.
Arrancam as primeiras entregas do Tesla Model 3. O WLTP substitui o NEDC.
A quota de mercado dos elétricos sobe de 4% (2020) para 18% (2025) das vendas de carros novos na Europa. As plataformas definidas por software (VW MEB, Stellantis STLA Medium, Hyundai E-GMP) substituem as arquiteturas térmicas dedicadas. Os construtores chineses entram na Europa em grande escala: BYD, MG, Zeekr, Xpeng. Os primeiros elétricos generalistas a 25 000 € chegam em 2024.
O limite de CO₂ de frota da UE atinge os 95 g/km — o ano mais intenso de lançamentos de elétricos.
Pacote europeu «Fit for 55»: proposta de 100% de vendas de carros novos elétricos até 2035.
A quota dos elétricos nas vendas novas da UE atinge 14%. Os construtores chineses ultrapassam os 5% de mercado.
Chegam os primeiros elétricos generalistas a 25 000 € (Renault 5, Citroën ë-C3, Dacia Spring 65).
Entra em vigor a média de CO₂ mais rigorosa; a recalibração WLTP dos PHEV penaliza as otimizações artificiais.